Existe um momento na vida em que deixamos de apenas acompanhar as mudanças do mundo e decidimos fazer parte delas.
Para Josele Delazeri, esse momento não aconteceu dentro de uma grande multinacional, nem em uma sala de reuniões cercada de executivos. A decisão nasceu da inquietação de quem sempre acreditou que a tecnologia deveria estar a serviço das pessoas e dos negócios.
Hoje, à frente da Noova, startup especializada em inteligência artificial para o varejo de moda, Josele trabalha para aproximar consumidores e marcas por meio de experiências digitais capazes de transformar a jornada de compra. Mas a sua história começou muito antes do provador virtual e da inteligência artificial se tornarem temas presentes no dia a dia das empresas.
Paralelamente à Noova, Josele também participa da trajetória da Get Commerce, empresa que se consolidou como uma importante parceira na transformação digital de negócios brasileiros, reforçando sua visão de que tecnologia só gera valor quando impulsiona resultados reais para as empresas.
Gaúcha de origem, Josele construiu sua trajetória profissional acompanhando de perto a evolução do comércio eletrônico brasileiro. Ao longo de 18 anos, atuou em diferentes frentes ligadas à tecnologia, inovação e transformação digital, sempre com um olhar voltado para resultados, relacionamento e crescimento sustentável.
Enquanto muitas pessoas enxergavam a tecnologia apenas como ferramenta operacional, ela via oportunidades de criar conexões mais humanas.
Foi essa visão que a levou a empreender.
Empreender, porém, nunca foi apenas abrir uma empresa.
Foi aprender a lidar com a incerteza, tomar decisões difíceis, recomeçar quando necessário e continuar avançando mesmo sem garantias.
“Os sonhos mais bonitos escolhem pessoas corajosas para realizá-los.”
A frase poderia resumir boa parte da sua jornada.
Em um mercado cada vez mais competitivo, Josele percebeu que milhares de lojistas enfrentavam um desafio comum: aproximar a experiência de compra online da experiência da loja física.
A resposta surgiu na forma de inovação.
Nascia a Noova.
A proposta era ousada: utilizar inteligência artificial para permitir que consumidores experimentassem virtualmente peças de roupa antes da compra, aumentando a confiança, reduzindo devoluções e criando uma experiência mais próxima da realidade.
Mais do que desenvolver uma tecnologia, em parceria com o advisor de TI Daniel João da Get Commerce, Josele assumiu a missão de evangelizar o mercado.
Em um país onde muitas pequenas e médias empresas ainda estão iniciando sua jornada digital, explicar o valor da inovação tornou-se tão importante quanto desenvolver o produto.
Foi nesse processo que ela descobriu uma das características mais importantes da liderança: a capacidade de continuar acreditando quando os resultados ainda não apareceram.
A construção da Noova exigiu resiliência.
Entre apresentações, reuniões, testes, ajustes de produto e incontáveis conversas com lojistas, Josele aprendeu que empreender é uma combinação permanente entre visão de longo prazo e execução diária.
Enquanto o mercado global de provadores virtuais cresce rapidamente e grandes varejistas internacionais investem em experiências digitais cada vez mais imersivas, ela trabalha para tornar essa tecnologia acessível também para empresas brasileiras de todos os portes.
Mas talvez sua maior realização não esteja apenas na tecnologia.
Está na capacidade de inspirar outras mulheres a acreditarem em seus próprios projetos.
Autora do livro “Caleidoscópio”, Josele compartilha reflexões sobre transformação, coragem e reinvenção. Temas que também fazem parte da sua trajetória pessoal.
A fundadora da Noova acredita que inovação não começa com algoritmos.
Começa com pessoas.
Pessoas que têm coragem de enxergar possibilidades onde outros enxergam limitações.
Pessoas que decidem construir algo maior do que elas mesmas.
E pessoas que entendem que o futuro não é um lugar para onde estamos indo.
É algo que criamos todos os dias.
Ao olhar para frente, Josele segue movida pela mesma convicção que a trouxe até aqui: a de que a tecnologia pode transformar negócios, mas são as pessoas que transformam o mundo.